

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (28), o acordo de livre comércio entre o Brasil e a República do Chile (PDL 288/2021). O documento trata de questões não-tarifárias, como comércio de serviços, telecomunicações e medidas sanitárias. Ele será promulgado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, na forma de um decreto legislativo.
Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), relator do texto, algumas consequências positivas no acordo serão a agilização de exportações brasileiras de produtos de origem animal e vegetal para o Chile e o fim do roaming internacional entre os dois países. Nelsinho disse acreditar, também, que o documento deverá estreitar os laços entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico, bloco econômico integrado pelo Chile que também inclui a Colômbia, o México e o Peru.
O acordo, assinado em 2018, é um protocolo adicional ao Acordo de Complementação Econômica (ACE) firmado em 1996 entre o Chile e o Mercosul. Esse ACE - o primeiro pacto de livre comércio entre o bloco e um terceiro país - fez do Chile o primeiro membro associado do Mercosul.
Membros da embaixada chilena estavam presentes no Plenário durante a votação e acompanharam a aprovação do acordo.
A senadora Kátia Abreu (PP-TO), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), celebrou a aprovação do acordo como uma ferramenta para acelerar a importação de tecnologias e investimentos. Ela aproveitou para lembrar do acordo do Mercosul com a União Europeia, que está em fase final após mais de 20 anos de negociações.
— O Brasil ainda é um dos países mais fechados do mundo para o comércio. Isso é muito prejudicial à nossa economia. Os ganhos são extraordinários quando o mercado se abre.
Já o senador Paulo Rocha (PT-PA) expressou preocupação com os termos do acordo, argumentando que ele avança sobre temas que ainda não estão normalizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC) - como comércio eletrônico e questões trabalhistas.
— Concessões feitas a um país têm que ser estendidas a outros. No caso do Chile pode ser de interesse nacional, mas estender esse tipo de acordo para os Estados Unidos, a China ou a União Europeia pode não ser adequado para o nosso país. Registro nosso inconformismo que não tenha estudos de impactos dessa nova abertura.
Senado Federal Debate aponta educação profissional como vetor de desenvolvimento econômico
Senado Federal Vetado projeto que equipara estágio a experiência profissional Senado Federal Lei fixa percentual mínimo de cacau em chocolates e derivados O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que estabelece regras para a produção e comercialização de chocolates e deriv... Mín. 24° Máx. 37°





