

O “III Seminário Estadual de Acolhimento em Família Acolhedora na Paraíba: execução, articulação e afeto”, realizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), por meio da Gerência da Proteção Social Especial de Alta Complexidade, teve sequência nesta terça-feira (27), no Auditório da Uninassau, com palestras sobre O Acolhimento Familiar na Perspectiva do Poder Judiciário e O Acolhimento de Adolescentes e Acompanhamento a Família de Origem. O evento reúne profissionais dos 223 municípios paraibanos.
Em sua palestra, com o tema O Acolhimento Familiar na Perspectiva do Poder Judiciário, ojuiz coordenador da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba, Hugo Gomes Zaher, destacou o trabalho desenvolvido pelo Governo da Paraíba, por meio da Sedh, na execução do Serviço de Família Acolhedora Regionalizado, e elogiou a realização do Seminário.
“Vejo com muita alegria um evento desse porte realizado no Estado, que hoje oferece um serviço referência em todo o país pela sua eficácia e pelo profissionalismo de todos que integram esse Serviço. Não só na Gerência, mas também nos profissionais que estão nos polos e que demonstram um total engajamento nessa política muito importante para a garantia do direito fundamental de convivência familiar comunitária de crianças e adolescentes afastados de sua família de origem. Um trabalho necessário para que o Sistema de Justiça possa providenciar meios para a reintegração do poder familiar da família de origem, que muitas vezes foi do qual a criança ou adolescente foi afastada ou, em último caso, o encaminhamento para a sua adoção”, declarou o juiz Hugo Gomes.
Tendo como tema O Acolhimento de Adolescentes e Acompanhamento a Família de Origem,a consultora em Assistência Social e Direito da Infância e Adolescência e especializada em Violência Doméstica Infanto-Juvenil, Neusa Cerutti, lembrou que o serviço Família Acolhedora é uma política pública tipificada na Política Nacional de Assistência Social que precisa ser implantado e implementado no Brasil inteiro.
“Se existe a possibilidade de o serviço ser regionalizado, como é o caso da Paraíba, vejo isso com muitos bons olhos. Sabemos que precisamos cuidar da infância para que a futuramente possa cuidar de nós, cuidar dos pais, e a política vem ao encontro da retirada dessas crianças das instituições de acolhimento, dos grandes abrigos, e com certeza a Paraíba tem feito isso de forma muito importante no modelo regionalizado, servindo de referência para o Brasil”, enfatizou Cerutti.
Ainda segundo a especialista, “a regionalização veio para beneficiar aqueles municípios pequenos, que muitas vezes têm pouca demanda, poucos profissionais, e aí para que seja implantado o serviço, o Ministério Público e o Poder Judiciário estão cobrando, e tem sido uma alternativa muito importante”.








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