

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs) e da Escola de Saúde Pública da Paraíba (ESP-PB), em parceria com o Ministério da Saúde, iniciou, nesta segunda-feira (5), a primeira turma do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS), nível fundamental, no Estado da Paraíba. O curso é voltado a trabalhadores do SUS vinculados à rede estadual e municipal, e segue até a próxima sexta-feira (9), em João Pessoa.
O treinamento tem como objetivo fortalecer a rede de vigilância em saúde no estado, capacitando profissionais para a detecção, investigação e resposta a surtos, agravos e outras emergências em saúde pública. A formação combina atividades teóricas e práticas, com metodologia baseada na aplicação direta dos conhecimentos nos territórios de atuação dos participantes.
De acordo com a gerente operacional de Vigilância Epidemiológica da SES, Talitha Lira, o curso é realizado em três módulos, com imersão teórica, atividade prática nos municípios e retorno para socialização e continuidade do conteúdo. “Os técnicos passam uma semana em aula conosco, depois realizam uma atividade de dispersão em seus municípios e retornam no mês seguinte para dar sequência à formação. Neste ano, serão realizadas duas turmas, com 30 participantes em cada uma, totalizando 60 profissionais qualificados até dezembro”, explicou.
A primeira turma está programada para os meses de maio, junho e julho, enquanto a segunda terá atividades entre setembro e outubro. O curso possui carga horária total de 40 horas por módulo, e os participantes serão certificados pela Escola de Saúde Pública da Paraíba ao final da formação.
A instrutora do Ministério da Saúde, Maria Izabel Lopes, destacou a importância da metodologia “aprender fazendo” e da atuação conjunta entre os entes federativos. “Estamos aqui, juntamente com a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba e a Escola de Saúde Pública, para realizar esta oficina, que tem como essência a prática. Com isso, buscamos fortalecer as atividades de vigilância nos territórios, garantindo que os dados gerados se transformem em ações concretas para a população”, afirmou.
Segundo a instrutora, a expectativa é de que, ao término do curso, os territórios contem com profissionais capacitados a atuar na vigilância epidemiológica com mais eficiência e autonomia. “O conhecimento adquirido retorna ao território em forma de cuidado, boletins qualificados, informação para a tomada de decisão e serviços mais eficazes. É uma qualificação que abrange profissionais da atenção primária, da vigilância e da rede hospitalar”, completou.
O curso é parte do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS, coordenado nacionalmente pelo Ministério da Saúde, com foco na formação de profissionais para atuação estratégica na resposta a eventos de saúde pública.



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