

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria Executiva de Economia Solidária (Sesaes) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), promoveu o Encontro Coletivo com trabalhadoras assistidas pela política pública de Economia Solidária no estado. A atividade, que encerrou a programação do Mês da Mulher, foi realizada, nessa quinta-feira (27), no Centro Público Estadual de Economia Solidária (EcoParaíba), em João Pessoa.
A ideia foi reunir e partilhar experiências de alguns grupos de mulheres que trabalham com diferentes tipologias e que buscam potencializar a comercialização e práticas de igualdade e autonomia.
O secretário executivo da Sesaes, Roberto Beltrão, destacou o compromisso do Governo com essas mulheres. “Nosso compromisso deve ser contínuo. Valorizar, apoiar e reconhecer essas trabalhadoras que, dia após dia, constroem um modelo econômico mais justo, inclusivo e sustentável”, observou.
Aproximadamente 500 mulheres, entre artesãs e agricultoras familiares de associações, cooperativas e grupos são assessoradas e acompanhadas pelas Casas de Economia Solidária que estão espalhados no estado.
A artesã Leonila Maria da Conceição, da Arte Fio por Fio, fala da importância do trabalho coletivo e que a economia solidária abre portas, além de proporcionar conhecimento e trocas. “O nosso grupo surgiu na época da pandemia, algumas mulheres que queriam comercializar os seus produtos não podiam porque estava tudo fechado e assim surgiu a nossa união. O nosso objetivo é mostrar, comercializar e trabalhar com pessoas que necessitam desse coletivo para seguirem adiante”.
Para a agricultora familiar de Gurinhém, Amélia Margues, “a agricultura familiar é a raiz da economia solidária, mesmo quando não se falava sobre a política, está na raiz da minha existência, da minha família, da minha comunidade esse trabalho coletivo. É algo que vem crescendo no nosso município e no estado. A economia solidária é mais um caminho da gente procurar se fortalecer e crescer não só economicamente, mas também politicamente”.
O gerente executivo das Casas de Economia Solidária, Pedro Santana, ressalta o quanto é importante esse momento de interação entre os grupos. “A Economia Solidária proporciona uma alternativa e independência para essas mulheres, promovendo, assim, um impacto positivo no meio familiar e social”.
Já a costureira, Lúcia Helena de Sousa, da Associação Unilins destaca que o trabalho em grupo é fundamental. “Estou nela desde 2012. A gente começou com 19 mulheres no bairro do Mussumagro. Hoje somos em três, mas não desisto. É uma luta diária. Estamos comercializando no EcoParaíba e isso faz diferença, porque antes eu era do lar e, a partir do momento que eu aprendi a costurar, procurei estar nesses espaços. Agora eu consigo pagar minhas contas através das peças que eu exponho aqui”, destacou.
Artesã há mais de 20 anos, Maria da Penha Silva, que trabalha com algodão colorido e renda filé, disse que expor no EcoParaíba traz visibilidade . “Aqui a gente ganha mais espaço e traz outras oportunidades”, avaliou. Já a integrante do grupo Mandalas, Socorro Vieira, reforçou que “a economia solidária fez uma grande diferença, onde nós encontremos acolhimento e espaço para dar visibilidade à diversidade dos trabalhos”.
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