

A partir de 2025, os acervos da Fundação Casa de José Américo poderão ser acessados de qualquer parte do mundo. Isto será possível graças ao projeto ‘Preservação da memória e difusão educativa, cultural e científica do acervo da FCJA’, que tem como subprojeto ‘Modernização digital do acervo da Fundação Casa de José Américo: estruturando a preservação e o acesso’ já em andamento. No total, são sete subprojetos em execução.
A ‘Modernização digital’, com previsão de conclusão em um ano, vai oferecer ao público a possibilidade de acessar, de qualquer parte do mundo, a descrição dos acervos da Fundação Casa de José Américo, possibilitando pesquisas. Esse subprojeto é coordenado pelo professor Josemar Henrique de Melo, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), numa equipe de pesquisadores formada por Andréa Medeiros de Sousa Maia (Arquivologia/FCJA), Giselle de Moura Arantes (Arquivologia/UFPB), Iniciação Tecnológica, Vítor Vieira Juvino (História/UFPB) e Felipe José de Medeiros Melo (Computação/UFPB).
O objetivo, segundo o professor Josemar, é estabelecer todos os parâmetros para se realizar a preservação digital do acervo da Fundação. “O funcionamento parte da implantação de um sistema de repositório e acesso que armazenará todos os representantes digitais dos documentos analógicos que existem na FCJA”, explica o professor, acrescentando que “percebeu-se que, além do aspecto prático, é necessário definir e padronizar várias questões, por exemplo, os padrões de digitalização e seus metadados, bem como as estruturas arquivísticas dos acervos, de acordo com o plano de classificação da Fundação”.
Josemar Melo acrescenta que o subprojeto se caracteriza, ainda, como uma pesquisa aplicada. Ele enaltece que tem a intenção de entender e estudar as novas formas de preservação em ambientes digitais e melhores condições de acesso, com a preparação do acervo para ingresso nesses ambientes, realizando um estudo teórico-prático para a criação de um repositório digital confiável com base em sistemas informacionais livres e não proprietários.
Nesse sentido, faz-se necessário entender não apenas os conteúdos informacionais dos documentos nos mais diversos suportes que compõem o acervo da FCJA, mas, também, identificar as informações descritivas de cada conjunto documental, tanto dos fundos arquivísticos quanto do material produzido e acumulado pelos demais projetos de pesquisa.
A instituição terá toda sua estrutura de digitalização e preservação normatizada, bem como os softwares para armazenar, preservar e dar acesso aos documentos digitalizados do seu acervo.
Para viabilizar o subprojeto ‘Preservação da memória e difusão educativa, cultural e científica do acervo da FCJA’, a instituição conta com a parceria da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba (Secties-PB), com coordenação-geral da professora Lúcia de Fátima Guerra Ferreira.
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