
Uma caminhada realizada, nessa terça-feira (30), em João Pessoa, marcou o encerramento da programação do Abril Azul, campanha de Conscientização do Autismo, que mobilizou técnicos, usuários e familiares atendidos pelo Centro de Atendimento ao Autista (CAA). Juntos, eles percorreram as ruas do bairro do Rangel, levando alegria e informação. A atividade foi promovida pelo Governo da Paraíba, através da secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano, com o objetivo de dar mais visibilidade ao tema.
Júlia Vitória Lima, de 11 anos, usuária dos serviços do CAA, enfatizou que a caminhada foi divertida. “Viva a inclusão do CAA! Aqui o que eu mais gosto são as terapias. Eu deixo um recado para as mães: que tenham paciência e amor com seus filhos”.
A mãe de Júlia, Dalvanira da Silva, lembrou dos benefícios que o CAA trouxe para o desenvolvimento da filha. “Júlia está aqui desde a inauguração. Quando ela chegou, não interagia com ninguém e com as terapias teve uma grande evolução. A diferença é muito grande, a exemplo dessa caminhada que percorreu brincando o todo tempo, ela evoluiu bastante. Só tenho a agradecer”, afirmou.
A coordenadora estadual de Política Pública para a Pessoa com Deficiência, Maria Emília de Oliveira, avalia que encerrar o mês de abril com uma caminhada sobre o autismo mostra que os serviços ofertados pelo Governo do Estado para essa população têm evoluído muito. “Quando familiares, usuários e técnicos caminharam pelo bairro informando a população sobre o autismo, sobre o serviço do Governo da Paraíba que todos os dias promovem inclusão, é um processo de evolução”.
“A atividade mostra que o serviço acontece todos os dias e que como resultado os autistas expressam para a comunidade sobre o que é ser autista, o que eles vivenciam diariamente. É também um processo de sensibilização”, completou Emília de Oliveira.
Já a psicóloga que faz parte da equipe multidisciplinar do CAA, Marina Duarte, comentou que essa atividade significa para as crianças uma evolução no desenvolvimento. “Eu acredito que é uma atividade muito importante na questão do desenvolvimento da linguagem, na cognição e na socialização. A criança autista não tem que ser apresentada como uma incapaz, a gente tem que dar instrumentos para autonomia delas. Eles vão ter as suas limitações, mas a gente dá instrumento para eles andarem com as próprias pernas”, destacou.
A coordenadora do CAA, Valquíria Uchoa, ressaltou que “essa atividade na rua é a socialização das crianças. Elas poderão estar onde elas quiserem”.
O CAA fica localizado no bairro do Rangel, em João Pessoa, e atende semanalmente crianças, adolescentes e familiares com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em acompanhamento multiprofissional com especialidades como: nutrição, serviço social, fonoaudiologia, psicologia, psicomotricidade, fisioterapia e terapia ocupacional.
Os usuários do serviço são encaminhados pela Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad).
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