

O dia 4 de abril é dedicado a conscientizar e alertar a sociedade sobre a doença de Parkinson e as demais doenças parkinsonianas, responsáveis por afetar o sistema nervoso central. O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, pertencente à rede estadual de saúde e gerenciado pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), oferece atendimento especializado a pacientes com Parkinson e já realizou 20 cirurgias para o implante de eletrodos cerebrais (DBS) para tratamento da doença, sendo duas delas realizadas em 2024. Nos três primeiros meses do ano, já foram atendidos 24 pacientes acometidos com a doença.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença de Parkinson é considerada a segunda doença neurodegenerativa mais comum, perdendo apenas para a doença do Alzheimer. Os sintomas se dividem em motores e não motores, em que os motores, a exemplo da bradicinesia (lentificação de realizar qualquer movimento), a rigidez das articulações e o tremor são os que melhor ajudam a definir o diagnóstico da doença. Já os sintomas não motores podem ser alteração do sono e a depressão, conforme explicou o coordenador do ambulatório de Neurocirurgia Funcional do Hospital Metropolitano, Emerson Magno.
Ainda sobre os sintomas, o especialista explicou que é mais comum o paciente de Parkinson ter dificuldade de realizar movimentos rápidos, e também apresentar rigidez nas articulações, porém muitas vezes, no início da doença, não é possível associar esses sintomas ao diagnóstico. Em relação ao diagnóstico, Emerson afirmou que é um diagnóstico clínico baseado na avaliação do paciente pelo médico neurologista, bem como o auxílio dos exames de imagem, principalmente a ressonância magnética para descartar outras patologias como tumores ou AVCs, que podem dar sintomas semelhantes à doença de Parkinson.
“Então, para se chegar ao diagnóstico do Parkinson, atualmente, o paciente tem que ter três sintomas principais: a bradicinesia associada à rigidez articular ou ao tremor, ou aos três sintomas juntos. O paciente que apresenta bradicinesia, rigidez e tremor, clinicamente, a gente pode considerar como um paciente que tem uma alta probabilidade de desenvolver a doença de Parkinson”, afirmou Emerson.
O neurocirurgião ressaltou que o apoio familiar é muito importante, tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento do paciente, pois muitas vezes é observado um choque inicial ao se ter o diagnóstico, por se tratar de uma doença ainda sem cura. “O apoio da família é importante em todos os sentidos, bem como o apoio psicológico, o suporte e o incentivo ao uso das medicações, além da realização das terapias complementares, principalmente nos casos mais avançados da doença, quando o paciente vai precisar de todo um suporte de cuidados mais intensivos”, finalizou o especialista.
Doença -O Parkinson é uma doença lentamente progressiva, evolui em meses ou até anos. Normalmente inicia em um dos lados do corpo e posteriormente pode acometer o lado contralateral. A população mais vulnerável é a população idosa, normalmente após os 60 anos de idade, quando a doença tende a ser mais prevalente, porém, pode-se observar pacientes mais jovens com 40, 50 anos de idade que são propensos a desenvolver a doença.
Tratamento -Além da terapia medicamentosa, acompanhamento médico e, em alguns casos, a terapia cirúrgica, com o implante do eletrodo cerebral profundo, é muito importante para o paciente o acompanhamento multiprofissional como a fisioterapia (que vai ajudar na marcha do paciente, na mobilidade e na realização de movimentos), a fonoaudiologia (que vai ajudar com problemas na fala e deglutição) e a terapia ocupacional para justamente fechar um conjunto de terapias complementares que vão auxiliar esses pacientes.
Acesso ao serviço ambulatorial do HM -De acordo com a coordenadora do Ambulatório, Patrícia Monteiro, para ter acesso ao serviço, o paciente precisa ir a uma unidade de saúde de qualquer município paraibano e receber o primeiro atendimento. A unidade emitirá uma Autorização de Procedimentos Ambulatoriais, que será levada para a regulação municipal. A Regulação Municipal enviará um e-mail com a solicitação para Regulação Estadual, que irá agendar o atendimento no ambulatório do Hospital Metropolitano.


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