
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoveu, no dia 11/10, a Audiência Pública 36, para debater a assistência aos beneficiários da saúde suplementar com Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD), dentre eles o Transtorno do Espectro Autista (TEA), e obter contribuições sobre o assunto. O encontro, realizado de forma remota, contou com a presença de 400 participantes interessados nos impactos da assistência prestada pela saúde suplementar.
Diretor de Normas e Habilitação das Operadoras, Alexandre Fioranelli abriu a audiência salientando as dimensões do debate e agradecendo a participação de todos. “Ao longo dos últimos anos, foram promovidos importantes ampliações de cobertura para assistência aos beneficiários com TEA, a partir da atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Contudo, mediante os inegáveis avanços, o tema continua suscitando crescente número de demandas, e esse cenário prova que as conversas devem ser ampliadas e o aprimoramento da regulação assistencial precisa continuar avançando. Dessa forma poderemos alcançar maior segurança jurídica e qualificação da assistência no setor”, ressaltou.
Em seguida, o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello, destacou a transparência do debate, afirmando que o encontro era um importante instrumento de controle e participação social, que alicerça as boas práticas regulatórias de governança pública. “Fico feliz de perceber o interesse da sociedade, dos mais diversos atores do setor, em estarem aqui conosco hoje, dialogando, para que se tenha cada vez mais simetria de informação, sustentabilidade e o cuidado devido, contribuindo nessa coleta de subsídios para que juntos possamos construir nosso futuro com equilíbrio, respeito e justiça”, declarou.
As gerentes de Cobertura Assistencial e Incorporação de Tecnologia em Saúde da ANS, Marly Peixoto, e de Monitoramento Assistencial, Flavia Tanaka, fizeram apresentações sobre a cobertura assistencial às pessoas com TGD e sobre os dados estatísticos de atendimento dos beneficiários por áreas profissionais.
Marly abordou as atualizações feitas no Rol nos últimos tempos, como número ilimitado de sessões com psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos - que se somou à cobertura irrestrita para fisioterapia e consultas médicas - e a obrigatoriedade de cobertura para qualquer método ou técnica indicados pelo médico que assiste o paciente.
Já Flavia mostrou a evolução dos atendimentos aos beneficiários autistas de 0 a 15 anos na saúde suplementar. De acordo com os dados levantados, quando se compara 2019 com 2022, observa-se o aumento dos atendimentos aos consumidores de 0 a 15 anos com psicólogos em 34%, terapeutas ocupacionais em 18,5%, fonoaudiólogos em 11,9% e fisioterapia em 7,8%.
Práticas e abordagens profissionais
Após as apresentações da ANS, a gerente-geral de Regulação Assistencial da reguladora, Ana Cristina Martins, agradeceu aos membros da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde), que participaram da construção da estrutura da Audiência Pública 36, convidando os representantes das entidades para trazer informações sobre as práticas e abordagens profissionais pelos conselhos federais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Cofito), de Fonoaudiologia (CFFA) e de Nutrição (CFN) no acompanhamento dos pacientes autistas.
O Conselho Nacional de Saúde (CNS), a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), a Associação Nacional em Prol das Pessoas com Deficiência, Doenças Raras e Doenças Congênitas (ANPCD), a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), a Confederação Nacional das Cooperativas Médicas (Unimed do Brasil), a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e a Federação das Unimeds do Estado de São Paulo (Unimed Fesp) também dispuseram de um espaço para explanar dados e informações sobre o assunto.
Ana Cristina Martins ressaltou a importância e a qualidade das contribuições e garantiu que todas estariam contempladas no relatório da audiência, bem como seriam disponibilizadas no portal da ANS. Clique aqui para acessá-las.
Na sequência, representantes de diversos segmentos profissionais e de entidades e associações do setor de saúde e civis deram seus depoimentos e colaborações, que serão reunidos e avaliados pela equipe técnica da ANS, embasando os próximos estágios do debate.
Marly Peixoto destacou que a audiência era uma ação inicial, deixando os canais da Agência abertos para demais cooperações.
Ao encerrar o encontro, o diretor Alexandre Fioranelli informou que a Audiência Pública 36 chegou a contar com 400 participantes, 72 intervenções propositivas e quase 30 apresentações temáticas. “Esses números expressivos mostram a importância do assunto e a preocupação da Agência com esse tema tão complexo. Agora cabe à ANS fazer a avaliação técnica e imparcial sobre todas as contribuições recebidas”, finalizou.
O evento pode ser assistido na íntegra aqui .
Geral Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito
Paraíba Da fibra do sisal à arte das mãos: peças de agricultora artesã ganham destaque na 5ª Caprifeira
Paraíba Clássico inglês integra programação de maio do Cineclube da FCJA Paraíba Hospital de Trauma de João Pessoa registra 750 atendimentos no fim de semana O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, unidade do Governoda Paraíbaem João Pessoa, realizou 750 atendimentos durante o...
Geral Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 52 milhões
Paraíba Lucas Ribeiro encerra primeiro bloco de audiências do ODE e destina R$ 19,8 milhões para região da Serra de Teixeira Geral Com check-in digital, hóspede pode chegar a hotel com ficha preenchida Saiba o que mudou com a digitalização de cadastros
Paraíba Governador Lucas Ribeiro destina mais de R$ 136 milhões para Vale do Piancó durante plenária do ODE em Itaporanga Mín. 24° Máx. 37°





