

A escavação invertida do Túnel de Taguatinga está quase completa. Até esta segunda-feira (4), foram escavados cerca de 80% do total – ou seja, 124.208 m³ de 155.261 m³. A técnica proporciona o reaproveitamento de terra – chamado de solo argiloso – e celeridade ao projeto.
De acordo com o subsecretário de Acompanhamento Ambiental e Políticas de Saneamento da Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), Aldo Fernandes, a escavação invertida consiste em retirar a argila do túnel, em etapas, e colocar em outro local, para uso posterior. No caso da obra taguatinense, o solo é levado para o 3° Distrito do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF).
“Não é que estamos escavando de cabeça para baixo. A escavação é dentro das paredes do túnel”, brinca o subsecretário. “Nós abrimos um primeiro acesso e depois concretamos as paredes sem retirar o solo. É como se a gente tivesse encapsulado o solo com concreto e, agora, vamos tirando o que ficou por dentro da estrutura”, completa.

De acordo com o engenheiro civil responsável pela supervisão da obra do túnel, Samuel Teles, a escavação invertida é executada todos os dias, concomitantemente às outras etapas da construção. Agora, na reta final da obra, antes de ir para o depósito, parte do solo escavado pode ser diretamente reaproveitado na construção.
“Estamos fazendo o reaterro das lajes superiores, então, assim que tiramos a terra das galerias, já a aplicamos. O material que sobra vai para o depósito, porque não pode ficar exposto para não perder a umidade natural”, aponta Teles.
Do total de terra obtida pela técnica invertida, 108.00 m³ serão usados na laje superior do túnel. O restante será destinado às outras lajes da obra, totalizando reaproveitamento de cerca de 47% do total.
O contingente que sobrar poderá ser implementado em obras executadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), para recuperação e pavimentação de vias urbanas, além de tratamentos de erosões. Para ter acesso ao material, as pastas distritais precisam pedir à Secretaria de Obras e Infraestrutura, por meio do Sistema de Gerenciamento de Escavação de Solo (SGES).
Mobilidade
Maior obra viária em andamento no Brasil, o Túnel de Taguatinga recebeu aporte de R$ 275 milhões e deve beneficiar 137 mil motoristas e, assim como outras intervenções viárias que estão sendo realizadas no DF, visa melhorar o deslocamento entre as cidades.
“Hoje temos em andamento a construção de ao menos seis viadutos, além do Túnel de Taguatinga. Não podemos deixar de mencionar as obras de implantação do corredor de ônibus BRT no Setor Policial Sul”, ressalta o secretário de Obras e Infraestrutura, Luciano Carvalho.
“Todas essas obras vão reduzir o tempo que os motoristas passam no trânsito em engarrafamentos e, mais ainda, para os usuários do transporte coletivo”, completa.
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