

“A minha propriedade tem vantagens muito específicas para a produção de café, como a altitude de 1.100 metros acima do nível do mar. Mas foi necessário errar para aprender, adquirir conhecimento por meio da assistência técnica tanto da Emater-DF quanto do Senar, assim como das pesquisas e estudos da Embrapa. Esse caminho de sucesso não foi feito sozinho”Reynaldo Barros, produtor rural e proprietário da marca Café Du Rey
O Café Du Rey, produzido no Núcleo Rural Capoeira do Bálsamo, Lago Norte, recebeu a tipificação de café gourmet em pesquisa realizada pelo Núcleo Global de Análise e Pesquisa (Nugap), no dia 20 de junho. No estudo realizado, a percepção conjunta dos atributos da bebida, como aroma, grau de intensidade, sabor e fragrância, quantificou a Qualidade Global (QG) do grão com a nota 8.9, que o classifica como um produto de alta qualidade. Ainda de acordo com a análise, o Café Du Rey, tipo arábica, foi avaliado como estritamente mole, ou seja, baixa adstringência e alto teor de açúcar.
O produtor rural e proprietário da marca, Reynaldo Barros, 68 anos, é atendido pelo escritório da Emater-DF do Paranoá desde 2009, quando adquiriu a propriedade de nove hectares. Para o produtor, chegar a esse resultado tem sido uma grata surpresa, mesmo sabendo que é resultado de muito trabalho.
“A minha propriedade tem vantagens muito específicas para a produção de café, como a altitude de 1.100 metros acima do nível do mar. Mas foi necessário errar para aprender, adquirir conhecimento por meio da assistência técnica tanto da Emater-DF quanto do Senar, assim como das pesquisas e estudos da Embrapa. Esse caminho de sucesso não foi feito sozinho”, avaliou.

Entre as orientações de assistência técnica e extensão rural (Ater) que elevaram a qualidade da produção do Café Du Rey, destacam-se o uso de defensivos biológicos, a prevenção contra o ataque de brocas por meio de varredura em cada pé e a indução ao estresse hídrico, um método de uniformização da florada que corta a água na plantação entre os meses de julho a setembro.
Segundo o agrônomo e extensionista rural da Emater-DF, João Ricardo Ramos Soares, “a técnica do estresse hídrico otimiza o processo de maturação para se ter maior rendimento de frutos desejáveis na hora da colheita.”
Com ajuda da Emater-DF, Reynaldo Barros está estudando alternativas para agregar mais valor ao produto e uma das alternativas é a introdução do cultivo orgânico em uma parte da área plantada. O agrônomo Marcelo Ruas e Souza, também do escritório da Emater no Paranoá, que atende a propriedade, avalia que a transição para o cultivo orgânico precisa ser avaliada com muito critério.

“Os custos com a adubação e defensivos orgânicos aumentam muito em relação ao cultivo tradicional, além de todas as adequações determinadas pela legislação que dispõe sobre o cultivo orgânico. Dessa forma, é preciso estudar a viabilidade econômica e é nossa função prestar todas as informações pertinentes dessa transição. Além disso, toda a documentação para a certificação orgânica é feita pela Emater-DF”, informou.
De toda a área da propriedade de Reynaldo Barros, 3,5 hectares são utilizados somente para o cultivo de café, que produz anualmente em torno de 120 a 160 sacas. Essa produção gera quatro empregos diretos, entre plantação, colheita, secagem e trato da cultura.
Histórico
Ex-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do Rio de Janeiro, Reynaldo Barros, assim que comprou a propriedade, decidiu iniciar o cultivo de uma cultura que fosse perene. A escolha pelo café aconteceu após conversas com extensionistas da Emater-DF e com pesquisadores da Universidade de Brasília e Embrapa.
“Sendo um café especial, a gente tenta trabalhar para que ele consiga inserir o produto dele num local que valorize essa qualidade como um café artesanal e gourmet. Assim, identificamos uma cafeteria na Asa Norte, que vende a ideia do café local e de valorização da economia local. Então, sugerimos o contato com locais onde o Café Du Rey venha a ter esse reconhecimento de qualidade, inclusive por parte do consumidor”Karina Miranda, gerente do escritório da Emater-DF
O sucesso da propriedade veio com o tempo. Foi necessário investir na infraestrutura da propriedade, construindo o poço artesiano autorizado pela Adasa para abastecer o sistema de irrigação. Em seguida, teve a escolha dos cultivares IPR 103 e Iapar 59, variações do tipo arábica. As mudas foram adquiridas no Viveiro Sacumã, em Unaí (GO). Em 2011, começou a plantação, com a primeira colheita em 2013. Depois disso, foi feito o registro do Café Du Rey.
A partir de orientações da Emater-DF e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Reynaldo foi experimentando novas formas de plantio, como o sombreado. “Acho fundamental a orientação da Emater-DF nesses aspectos porque a gente pensa que pode caminhar sem a assistência técnica, mas não pode não. Para se ter um bom café é preciso ter um bom plantio, um bom trato da cultura, observando a nutrição e irrigação na quantidade certa. E essas decisões passam pela orientação técnica”, observou.
Café Gourmet
As orientações técnicas deram certo. Com uma produção anual de 120 a 160 sacas de café em 2021, que deve se repetir em 2022, o Café Du Rey foi classificado como café gourmet, com pontuação em 8.9. Café Gourmet é uma categoria de classificação de café torrado e moído criado no Programa de Qualidade do Café da Associação Brasileira da Indústria do Café (PQC/ABIC), lançado no final de 2004.
A categoria é definida pela nota final de 0 a 10, sendo: tradicional, nota igual ou maior a 4,5 e inferior a 6; superior, nota igual ou maior a 6 e até 7,2; e gourmet, nota igual ou superior a 7,3 e até 10. O café Gourmet de alta qualidade é avaliado como bebida estritamente mole, isso significa que o grão possui grande concentração de açúcar e baixo nível de adstringência, cujos sabor e aroma são mais suaves, e que houve uma seleção dos grãos e torra controlada.
Reynaldo Barros vende o café já beneficiado, torrado e moído, e, por meio de sugestão da gerente do escritório da Emater-DF no Paranoá, Karina Miranda, iniciou uma conversação para fornecer a bebida para empresas que compram café especiais.
“Sendo um café especial, a gente tenta trabalhar para que ele consiga inserir o produto dele num local que valorize essa qualidade como um café artesanal e gourmet. Assim, identificamos uma cafeteria na Asa Norte que vende a ideia do café local e de valorização da economia local. Então, sugerimos o contato com locais onde o Café Du Rey venha a ter esse reconhecimento de qualidade, inclusive por parte do consumidor”, observou Karina Miranda.
Ainda segundo a gerente, a missão da Emater-DF, para além do trabalho de Ater, passa também por aspectos como a comercialização do produto, sustentabilidade da produção e qualidade de vida da família rural.
*Com informações da Emater-DF
Geral Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito
Paraíba Da fibra do sisal à arte das mãos: peças de agricultora artesã ganham destaque na 5ª Caprifeira
Paraíba Clássico inglês integra programação de maio do Cineclube da FCJA Paraíba Hospital de Trauma de João Pessoa registra 750 atendimentos no fim de semana O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, unidade do Governoda Paraíbaem João Pessoa, realizou 750 atendimentos durante o...
Geral Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 52 milhões
Paraíba Lucas Ribeiro encerra primeiro bloco de audiências do ODE e destina R$ 19,8 milhões para região da Serra de Teixeira Geral Com check-in digital, hóspede pode chegar a hotel com ficha preenchida Saiba o que mudou com a digitalização de cadastros
Paraíba Governador Lucas Ribeiro destina mais de R$ 136 milhões para Vale do Piancó durante plenária do ODE em Itaporanga Mín. 24° Máx. 38°





