

O crime revoltou a população patoense e o clamor por justiça foi deflagrado, imediatamente, por diversos segmentos da sociedade, com ênfase à classe política e os clubes de serviços. A Polícia Civil iniciou as investigações, mas diante das dificuldades encontradas acabou sendo substituída por agentes federais. Havia sempre algo estranho, como que um trabalho bem estruturado para atrapalhar as investigações, estivesse acontecendo. Nomes eram apontados, a exemplo de Manoel Rufino, irmão de Alba, e mais tarde descartados, levando os verdadeiros algozes a uma certa situação de tranqüilidade. Dois meses depois da entrada da PF, a Justiça decretou a prisão preventiva da primeira suplente de vereadora pelo PMDB beneficiada com a morte de Paulo, Maria Jeane Calixto e do seu irmão Francisco Antenor Gonçalves, como mandantes do duplo homicídio. A autoria material era atribuída a policiais militares, uma vez que a acusada tinha trânsito livre no III Batalhão, com sede em Patos.
Depois de dois anos presa, a principal acusada passou a acusar, citando nomes de autoridades e figurões da política como envolvidos no caso. A imprensa chegou a noticiar como informações bombásticas, capazes de promover reviravolta. Contudo as declarações não passaram de bastidores o que contribuiu para a criação de novos mistérios. O julgamento deveria ter acontecido em Patos, no mês de março de 1995, no entanto, o pedido de desaforamento feito pelos advogados de defesa foi aceito pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, sob a alegação de que poderia haver parcialidade na Rainha Sertaneja. Ficou definido como palco do Júri o Primeiro Tribunal da Capital e a nova data acabou recaindo em 21 de setembro do mesmo ano. Após a apresentação de outras alegações, novo adiamento foi determinado pelo Juiz e somente no dia 28 do mesmo mês os dois sentaram no banco dos réus. Os trabalhos duraram cerca de vinte horas e culminaram com a absolvição dos acusados pelo placar de cinco a dois. O então deputado Gilvan Freire, atuou na condição de assistente da acusação, a exemplo de Ribamar de Lima e esposa. Presidiu os trabalhos o Juiz Abraham Lincoln e na Promotoria Newton Carneiro Vilhena. A defesa foi confiada ao advogado João Estrela, auxiliado por Romeu Abrantes. Ao final o Ministério Público noticia que vai apelar e assim procede, só que em 30 de abril de 1996, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, à unanimidade, nega provimento a apelação interposta, tendo sido relator da matéria o Desembargador Raphael Carneiro Arnoud.
Paulo Porto, que seguramente não cometeu o suicídio, passou a constituir uma bandeira de luta pelo fim da impunidade. Tragado pelo mais alto grau de violência aos 34 anos de idade, deixou a esposa Maria Gorete e duas filhas ainda crianças, Tâmara e Tayse. Eleito vereador de Patos em 03 de outubro de 1992 com 590 votos, pelo Partido Democrático Brasileiro, Paulo Porto era campeão de audiência com o seu programa ?Show da Cidade?. Mesmo deficiente das duas pernas não usava cadeira de rodas e durante a passeata da vitória fez questão de vestir um paletó e desfilou no caput de um carro de som, empunhando um microfone e respondendo a um dos seus opositores que o discriminava na campanha, com a seguinte frase: ?Quem disse que aleijado não pode usar paletó, se enganou redondamente?.
Geral Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito
Paraíba Da fibra do sisal à arte das mãos: peças de agricultora artesã ganham destaque na 5ª Caprifeira
Paraíba Clássico inglês integra programação de maio do Cineclube da FCJA Paraíba Hospital de Trauma de João Pessoa registra 750 atendimentos no fim de semana O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, unidade do Governoda Paraíbaem João Pessoa, realizou 750 atendimentos durante o...
Geral Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 52 milhões
Paraíba Lucas Ribeiro encerra primeiro bloco de audiências do ODE e destina R$ 19,8 milhões para região da Serra de Teixeira Geral Com check-in digital, hóspede pode chegar a hotel com ficha preenchida Saiba o que mudou com a digitalização de cadastros
Paraíba Governador Lucas Ribeiro destina mais de R$ 136 milhões para Vale do Piancó durante plenária do ODE em Itaporanga Mín. 23° Máx. 36°





