
Tumulto e revolta marcaram a manhã desta terça-feira, 20, no Fórum Miguel Sátyro, em Patos, quando foi realizada a primeira audiência de instrumento no processo que apura o atropelamento de Maria Sidileide Siqueira, 31 anos, e do namorado dela, Kléber Pires de Oliveira, 26 anos, ocorrido no dia 17 de Dezembro do ano passado. O acusado do atropelamento é o ex-companheiro de Sidileide, Alexandre da Silva Chaves, 31 anos. Eles foram casados por 7 anos e estavam separados há dois anos legalmente. De acordo com a vítima, o ex vinha tentando contra sua vida, sendo que ele nunca teve motivos para tal comportamento. O fato ocorreu no cruzamento das Ruas Pedro Benedito com a Tabelião Manoel Fernandes, no Bairro São Sebastião, e acabou matando o mecânico Kléber Pires de Oliveira. Na oportunidade, Alexandre jogou o carro dele, um Gol, de cor preta e placas NQJ-3585, contra a motocicleta aonde vinham Sidileide e Kléber. Eles foram arrastados por alguns metros, sendo que o mecânico ficou embaixo do veículo e morreu na hora. Já a ex-companheira de Alexandre ficou ferida gravemente.
Em entrevista a nossa reportagem, a vítima contou que as agressões verbais e morais por parte do acusado começaram quando ela pediu a separação no litigioso, após o mesmo ter solicitado a separação. ?Mesmo separada, ele continuou me perseguindo; parou um tempo, e eu fui reconstruir minha vida com outra pessoa que é Kléber Pires. Ele causou esse trágico acidente na nossa vida matando Kléber e me deixando embaixo do carro, e depois fui arrastada por 22 metros. Estou viva porque Jesus é grande e Ele tem planos na minha vida, por isso estou aqui agora pedindo justiça?, declarou. Sidileide ainda lembrou que o acidente aconteceu na hora em que o casal se dirigia a uma pizzaria no Bairro São Sebastião, e que depois de jogar o carro para cima deles, ela ainda tentou levantar-se, mas foi impedida pelo acusado quando o mesmo acelerou o carro e ela ficou enganchada no parachoque. ?O carro só parou porque quebrou e Alexandre fugiu dele. Ele saiu do carro, olhou se eu estava viva ainda, fugiu e as pessoas foram me socorrer. Então só acordei no Hospital?, lembrou. Antes da chegada de Alexandre da Silva Chaves, conhecidos e familiares das vítimas estiveram no salão do Fórum. Faixas com fotos de Sidileide e Kléber, além de frases que clamam que a justiça seja feita foram expostos naquele local. Parentes do acusado estiveram no local. A técnica de laboratório, Claudia da Silva Chaves, 30, irmã de Alexandre atendeu a imprensa, quando defendeu o irmão da acusação. Ela afirmou que o atropelamento não passou de uma fatalidade. ?A gente ver tanto estuprador por ai, no meio da rua, solto, e ninguém toma atitude. E ele que foi uma fatalidade, fica todo mundo com essa justiça em cima dele. Mas, a gente tem prova e vamos provar a inocência dele?, garantiu. Após o término da audiência, Alexandre retornou para o Presídio Regional Romero Nóbrega, onde está preso desde o dia 20 de Dezembro, quando se entregou na Delegacia de Polícia Civil, em Patos.
Fonte: RadioSertãoAM
Fotos: MaisPatos.com
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