
Os professores das Universidades Federal da Paraíba e de Campina Grande aprovaram na tarde desta quarta-feira (12) acabar com o movimento grevista. Após 121 dias, os docentes da UFPB conseguiram aprovar o fim da greve por 268 votos a favor, 25 contra e 5 abstenções. Também foi votado o reinício das aulas: 17 de setembro, em todos os campi da instituição.
A Universidade Federal da Paraíba protagonizou a maior greve da história do Brasil. Mais que a busca por melhores salários, os docentes lutaram pela reestruturação da carreira docente, além da melhoria nas condições de trabalho e ensino. Entre os problemas de infraestrutura enfrentados pelos professores estão a falta de estrutura física, como laboratórios, bibliotecas, salas de aulas e até mesmo material básico de higiene, além de obras abandonadas, algumas há mais de dois anos. Além disso, houve um aumento considerável no número de alunos sem a contrapartida da realização de concurso público para a contratação de docentes e técnicos.
No caso da UFCG, os docentes decidiram retornar as aulas no dia 24 de setembro de 2012 com ampla maioria dos votos, com apenas 20 contrários e nenhuma abstenção. Agora, os professores das duas universidades decidirão como ficará o calendário escolar, já que os alunos ficaram sem aulas por mais de dois meses.
Servidores
No dia 27 de agosto de 2012, os cinco mil servidores técnicos administrativos da UFPB e UFCG retornaram ao trabalho depois de 76 dias em greve. Para compensar os dias parados, cada setor fará um plano. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintes-PB), Severino Ramos, informou que os funcionários poderão até trabalhar uma hora a mais, dependendo da programação de cada unidade. O retorno ao trabalho foi tomado na terça-feira (21) quando a categoria aceitou a proposta do governo que concede reajuste de 15,8%, escalonado nos anos de 2013, 2014 e 2015. Segundo Severino Ramos, os cinco campi da UFPB (João Pessoa, Areia, Bananeiras, Rio Tinto e Mamanguape) que têm 3.500 servidores e os sete da UFCG (Sumé, Campina Grande, Pombal, Sousa, Cajazeiras, Cuité e Patos) com 1.500 funcionários voltaram a funcionar normalmente. No entanto, ele pontuou que se o Governo Federal não cumprir com o que ficou firmado a greve poderá retornar. Fonte: Portal Correio
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