
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (7) que as contas públicas atingiram saldo positivo de R$ 13,5 bilhões, após revisão. Se confirmadas as projeções, será a primeira vez em oito anos que o país fechará as contas no azul.
Até então o rombo era de R$ 59,3 bilhões. Segundo ele, a melhora representa R$ 72,9 bilhões em relação à projeção anterior. O motivo, de acordo com Guedes, se deve ao aumento da arrecadação de impostos e a contenção de despesas.
"Se confirmada, a projeção para o resultado primário [que exclui despesas financeiras] será a melhor em oito anos. Desde 2014, o Brasil apresentava saldo negativo [déficit] nas contas públicas", afirma o ministro em rede social.
Em 2022, o governo central, formado pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, deverá obter superávit primário de R$ 13,5 bilhões. Isso ocorrerá porque, além de as despesas caírem, o governo aumentou as projeções de receitas.
A estimativa consta no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, enviado em 22 de setembro ao Congresso Nacional. A versão anterior do documento, divulgada em julho, previa um déficit primário de R$ 59,3 bilhões.
Desde 2014, o governo registrava déficit primário ano a ano. A melhora do resultado fiscal deve-se tanto à queda das despesas como ao crescimento das receitas.
Mesmo com as desonerações concedidas sobre combustíveis e produtos industrializados, as previsões de receitas brutas saltaram R$ 82,1 bilhões em relação ao relatório anterior, divulgado em julho. Ao descontar as transferências para os estados e os municípios, a estimativa das receitas líquidas aumentou em R$ 69,9 bilhões.
A arrecadação total das receitas federais atingiu, em agosto de 2022, R$ 172,31 bilhões, registrando acréscimo real (IPCA) de 8,21% em relação a agosto de 2021. Nessa conta, estão as receitas administradas pela RFB (Receita Federal do Brasil) e as recolhidas por Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) ou GPS (Guia da Previdência Social), mas administradas por outros órgãos.
De janeiro a agosto, o total arrecadado foi R$ 1,46 trilhão, um acréscimo pelo IPCA de 10,17%. Trata-se do melhor desempenho arrecadatório desde 2000, tanto para o mês de agosto quanto para o período acumulado.
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