
As federações partidárias devem unir algumas das maiores legendas do país, com efeito direto nas eleições estaduais do próximo ano já que, pela lei, a “união”, com duração de no mínimo quatro anos, é extensiva aos diretórios estaduais. Com a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro, abriu-se a temporada de “paquera”. Matéria publicada pelo O Globo, nesta quinta-feira (14), diz que o Progressistas conversa com PL e Republicanos para a consolidação do Centrão. A informação é do blog da jornalista Sony Lacerda.
Na Paraíba, o PP tem Aguinaldo Ribeiro e a senadora Daniella Ribeiro. O PL é comandado por Wellington Roberto e o Republicanos é representado pelo deputado Hugo Motta. Três forças com destaque no cenário político nacional, mas com posicionamentos políticos divergentes.
Já o MDB avalia se unir a Avante e Solidariedade. Na Paraíba, o MDB é comandado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo e o Avante será presidido pelo deputado Adriano Galdino, que deixará o PSB. O segundo, na verdade, seria “salvo” pelo primeiro.
Se concretizada a união, e caso Veneziano se decida por candidatura própria ao Governo, em contraponto a João Azevêdo, pretenso candidato a reeleição, Galdino acabaria em uma saia justa, já que é aliado do governador. Aliás, disputa a vaga de vice na chapa.
Também há negociações envolvendo o Cidadania, Rede e PV – colocaria no mesmo palanque João Azevêdo e o ex-prefeito Luciano Cartaxo, que é pré-candidato ao Governo e, portanto, oposição. Mas, essa composição, a nível estadual, é a mais tranquila de ser resolvida.
Na esquerda, há conversas entre o PCdoB com o PSB. As duas legendas já costumam marchar juntas. As federações devem animar a fusão das siglas, como ocorreu com Democratas e PSL (agora, União Brasil).
“Na semana passada, o ministro-chefe da Casa Civil e presidente licenciado do PP, Ciro Nogueira, trabalhou em duas frentes. Ele conversou com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e enviou mensagem ao presidente do Republicanos, Marcos Pereira, sugerindo que as três legendas se unam numa federação, com o objetivo de eleger uma bancada expressiva no Congresso nas eleições de 2022”, diz o jornal.
Somados, Progressistas, PL e Republicanos teriam 116 deputados, mais que os 88 do União Brasil, além de 12 senadores. A união aumenta o poder de barganha, representatividade e garante sobrevivência política para alguns.
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