
O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou a inauguração da primeira etapa das Vertentes Litorâneas, em Itatuba, na manhã desta quinta-feira (5), para reforçar as críticas aos adversários. Do Estado, culpou João Azevêdo (PSB) pelos problemas gerados para a economia na Paraíba, por conta do que ele chamou de “fique em casa”. A referência foi às decisões do governo estadual de fechar parte do setor produtivo durante os períodos mais graves da pandemia da Covid-19. Ele também recorreu ao ministro paraibano Marcelo Queiroga (Saúde) para dizer que mandou R$ 8 bilhões para o Estado neste período.
Com domínio pleno sobre o humor da claque, Bolsonaro também acusou os governos petitas de terem desviado mais de R$ 900 bilhões da Petrobras. À declaração, os apoiadores do presidente fizeram coro com um “Lula, ladrão, seu lugar é a prisão”. Ele disse que o recurso seria o suciente para construir mais de 20 transposições. O ex-presidente Lula (PT) é pré-candidato a presidente contra o atual gestor e lidera todas as pesquisas de opinião pública, com favoritismo maior nos Estados nordestinos. Bolsonaro também disse que o auxílio emergencial, pago durante a pandemia, daria para custear 15 Bolsas Famílias, criada pelo PT.
“Enviamos recursos para todo o Brasil, independente de qual partido político estava à frente de qualquer estado ou prefeitura. Fizemos mais que a nossa parte, demos meio, compramos material e contratamos médicos”, disse o presidente durante o discurso.
Vertentes Litorâneas
A obra inaugurada pelo presidente nesta quinta-feira (5), na verdade, não está concluída. Ela foi apresentada como a conclusão da primeira etapa. O empreendimento, no entanto, tem a sua execução perpassando as gestões de três presidentes. Ela começou com Lula, passou por Dilma (PT) e por Michel Temer até chegar a Bolsonaro.
De acordo com dados do governo da Paraíba, toda a obra tem previsão de custar R$ 1,4 bilhão, segundo plano de trabalho aprovado. Com R$ 1,27 bilhão de recursos enviados pelo governo federal e R$ 141,8 milhões do governo estadual, que é responsável pela contratação das empresas e acompanhamento da obra.
Dos recursos liberados até agora, R$ 951 milhões, 22,9% foram repassados durante os três anos do governo Bolsonaro. Em valores, equivale a R$ 217 milhões. O governo Dilma liberou 47,39%, equivalente a R$ 450,8 milhões e Temer, em dois anos de governo, 29,71%, em reais, 282,5 milhões.
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